O sector da Saúde na província central da Zambézia está a intensificar as acções de prevenção de doenças de origem hídrica, com destaque para a distribuição de purificadores de água, numa altura em que a região enfrenta a presente época chuvosa.
Segundo a Rádio Moçambique, emissora nacional, só no decurso deste mês foram registados mais de 700 casos de diarreia naquela província.
A informação foi avançada pelo chefe do Departamento de Saúde Pública do Serviço Provincial de Saúde na Zambézia, Leonardo Maresso, no quadro das medidas adoptadas para a prevenção e controlo de doenças hídricas.
“Continuamos a sensibilizar as nossas comunidades. Para além disso, estamos a proceder à distribuição do purificador de água CERTEZA em todas as unidades sanitárias da província. Felizmente, dispomos deste produto em quantidades suficientes e estamos a envidar esforços para que chegue a todas as unidades, com vista à sua posterior distribuição às comunidades”, explicou.

O responsável sublinhou ainda que a acção não se limita à entrega do produto, mas inclui também o envolvimento dos líderes comunitários na disseminação de mensagens sobre boas práticas de higiene individual e colectiva.
“Não só vamos fazer chegar a CERTEZA às comunidades, como também trabalhamos com os líderes comunitários para que transmitam à população as principais medidas de higiene individual e colectiva”, vincou.
Paralelamente, segundo Maresso, decorre o reforço do fornecimento de medicamentos às unidades sanitárias, com o objectivo de evitar rupturas de stock durante a época chuvosa, sobretudo nos centros de difícil acesso.
“Para além da CERTEZA, estamos a garantir o envio de medicamentos essenciais às unidades sanitárias. Para os centros com acessos condicionados, a estratégia passa por assegurar um stock médio de três meses, de modo a evitar rupturas”, garantiu.
O dirigente apelou ainda ao empenho conjunto de todos os intervenientes no sistema de saúde, com vista à redução da incidência de doenças de origem hídrica e à garantia de uma assistência sanitária eficaz às populações afectadas.
“Neste período, devemos fazer tudo para reduzir a incidência das doenças de origem hídrica e assegurar que a assistência seja prestada da melhor forma, com a presença e o empenho de todos os profissionais de saúde”, concluiu.
